Uma viagem a outros carnavais

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Chegou fevereiro, mês da maior festa popular do mundo. Como carnaval não é só folia, vamos aproveitar para conhecer mais sobre sua história? A origem do nome da festa vem do latim carnem levare, que significa “retirar a carne”. O sentido relaciona-se ao período de jejum da quaresma e também ao controle comportamental exercido pela Igreja Católica.

Para surpresa de algumas pessoas, o carnaval não foi inventado pelo Brasil nem pela Bahia. Apesar da relação com o cristianismo, as suas raízes pertencem à antiguidade e remontam a tempos longínquos e práticas pagãs, como os festejos do Antigo Egito e a folia nas ruas romanas. Muitos desdobramentos ocorreram até a festa ser o que conhecemos hoje.

 

Carnaval na Alemanha

As folias carnavalescas alemãs foram documentadas desde a passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Elas fazem referência ao contexto de uma Europa cristã que deu nova roupagem a rituais de tempos antigos e precisaram adaptar essas manifestações populares ao seu calendário.

O carnaval europeu acontece no inverno, diferentemente do nosso, que é no verão. Apesar do frio, os foliões e as foliãs aproveitam do mesmo jeito. A época carnavalesca alemã, o karneval, começa oficialmente às 11h11 do dia 11/11. Porém, após uma pausa, a folia retorna na mesma época do carnaval brasileiro e é quando acontecem os principais festejos.

Começando pela proclamação do Príncipe – Prinz Karneval –, que recebe simbolicamente o poder das mãos do Presidente da Câmara Municipal. Destaca-se também o Weiberkarneval, o cortejo das mulheres que, cortando gravatas de homens, tomam simbolicamente o poder da cidade. Além disso, tem o Rosenmontag, cortejo de segunda-feira das rosas, auge do carnaval alemão, reunindo mais de um milhão de pessoas nas ruas de Colônia. Nesse dia, há desfiles de carros alegóricos e há o momento do Kamelle, quando doces e chocolates são jogados na multidão que assiste ao desfile.

 

Festejos na Itália

Na Itália, as festas de Veneza e Viareggio são as mais famosas. Na cidade de Viareggio, localizada na região da Toscana, tornou-se célebre o desfile de carros alegóricos que, em cada domingo de janeiro e fevereiro, transportam esculturas gigantes feitas de papel com as caricaturas das figuras mais marcantes da política e cultura, com traços caricatos e muitas doses de sátira e ironia.

Já o carnaval de Veneza possui muita identidade e é conhecido pela beleza das suas fantasias, pelo esplendor das festividades e pela melancolia das máscaras. O uso das máscaras, nos festejos venezianos, surgiu no século XVII, quando a nobreza se disfarçava para ir às ruas e se misturar com o povo. Naquela época, a festa era nada mais que um desfile em que a elite ostentava vestes luxuosas e jóias. Apenas mais tarde as máscaras tornaram-se o principal símbolo da festa. Das mais simples às mais exuberantes, elas são um instrumento de diversão para os foliões e foliãs de todas as idades, capazes de complementar qualquer fantasia.

Carnaval de Portugal

A história do carnaval no país ibérico é antiga. A festa era anteriormente conhecida como “entrudo”: a entrada para o jejum da quaresma. Foliões(ãs) aproveitavam o período para cometer excessos que depois seriam perdoados pela Igreja Católica.

Atualmente, uma das festas mais conhecidos acontece na cidade de Torres Vedras. O cortejo é marcado pelas matrafonas (homens “fantasiados” de mulher) e desfiles de mascarados, cabeçudos (máscaras enormes que assustam as pessoas) e reis do carnaval. O festejo é animado com muita música e espetáculos de fogos.

Já a cidade de Loulé, localizada na região do Algarve, é famosa por seus bloquinhos de rua. Tem muita música popular portuguesa, carros alegóricos e foliões fantasiados de diversas formas nas ruas.

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